Tranquei tudo pro lado de fora.
Agora, quero ver atravessar a porta, a porca.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Preciso comprar uma bolsa
Pegar uma faca e rasgar tua cara no meio.
Depois, arrastar ela pelos cabelos e fazer o mesmo com ela.
É isso que eu faria se tivesse uma faca quando te visse com ela.
Só não faço porque não tenho bolsa pra esconder a faca.
Depois, arrastar ela pelos cabelos e fazer o mesmo com ela.
É isso que eu faria se tivesse uma faca quando te visse com ela.
Só não faço porque não tenho bolsa pra esconder a faca.
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
"A"
Antes de nascer o dia, barulho de folhas.
Folhas secas de outono, folhas de caderno.
Entreabri os olhos e a vi sentada ao pé da cama, ainda nua, como se acabasse de sair do banho.
Chovera toda a noite. Lá fora, água. No quarto, beijos.
Ela fechou a cortina e eu, os olhos.
Ela vestia a roupa tão rápido quanto eu minhas fantasias.
Nelas, como se escrevesse em nuvens, escrevia em suas coxas - tão macias quanto.
Um batom era a caneta. Vermelho, sempre.
E ao final, folhas e corpos riscados, fazia o desenho de um A. "Com Amor", terminava.
"A", o começo do alfabeto e o fim da carta, o fim da noite, o fim da chuva - aqui dentro e lá fora. Ela abria a cortina, eu não abria os olhos, e ela partia.
A cada segunda-feira, enquanto eu ouvia o barulho das folhas, ela escrevia.
Folhas secas de outono, folhas de caderno.
Entreabri os olhos e a vi sentada ao pé da cama, ainda nua, como se acabasse de sair do banho.
Chovera toda a noite. Lá fora, água. No quarto, beijos.
Ela fechou a cortina e eu, os olhos.
Ela vestia a roupa tão rápido quanto eu minhas fantasias.
Nelas, como se escrevesse em nuvens, escrevia em suas coxas - tão macias quanto.
Um batom era a caneta. Vermelho, sempre.
E ao final, folhas e corpos riscados, fazia o desenho de um A. "Com Amor", terminava.
"A", o começo do alfabeto e o fim da carta, o fim da noite, o fim da chuva - aqui dentro e lá fora. Ela abria a cortina, eu não abria os olhos, e ela partia.
A cada segunda-feira, enquanto eu ouvia o barulho das folhas, ela escrevia.
sábado, 20 de setembro de 2008
Egoísmo
Tudo o que eu quero é cada ponto e cada pinta do teu corpo, cada gota do teu suor, cada pelo do teu sexo.
Quero você na minha cama, minha mesa, meu sofá e em cada degrau da escada.
E quero você no meio da rua, no taxi, no ponto de ônibus, nas salas de reunião, em cada banheiro de bar e cada garagem.
Te beijar o rosto, o pescoço, pernas e barriga. Quero teu peito, tuas costas, teus ombros e braços. Tuas mãos, tua nuca, tua boca.
Quero não saber se a língua é tua ou minha. Quero um dedo, dois dedos, e a língua.
Quero mandar e obedecer, puxar teus cabelos, morder. Te ter antes de dormir e quando acordar e te acordar no meio da noite com minha boca entre tuas pernas, teu gosto na minha boca, teu cheiro na minha roupa, na minha cama. No meu sexo, tua língua.
Quero o tempo todo pra ter você toda, só pra mim.
Quero você na minha cama, minha mesa, meu sofá e em cada degrau da escada.
E quero você no meio da rua, no taxi, no ponto de ônibus, nas salas de reunião, em cada banheiro de bar e cada garagem.
Te beijar o rosto, o pescoço, pernas e barriga. Quero teu peito, tuas costas, teus ombros e braços. Tuas mãos, tua nuca, tua boca.
Quero não saber se a língua é tua ou minha. Quero um dedo, dois dedos, e a língua.
Quero mandar e obedecer, puxar teus cabelos, morder. Te ter antes de dormir e quando acordar e te acordar no meio da noite com minha boca entre tuas pernas, teu gosto na minha boca, teu cheiro na minha roupa, na minha cama. No meu sexo, tua língua.
Quero o tempo todo pra ter você toda, só pra mim.
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