Já estava nervosa por ser seu primeiro concurso público e, não bastasse isso, chegou em cima da hora. Subiu as escadas correndo em direção ao banheiro e encontrou uma fila enorme e uma garota bonita que chegou em seguida. Aliás, era bonita demais para esperar, então cedeu seu lugar.
Ao sair, como se estivessem à sós, a garota a abraçou e beijou na boca. Assustou-se mas, depois, era como se ninguém ao lado existisse ou estivesse fazendo barulho ou ameaçando vomitar sobre elas. Logo saíram como se nada tivesse acontecido ali.
Quando terminou a prova e pôs a mão no bolso em busca de algum trocado, não encontrou nada além de um bilhete com a letra B e o número 1512.
À noite, quando chegou em casa, procurou na lista telefônica todos os números possíveis e encaixou com o final 1512. Todas as tentativas foram vãs, mas tem esperança de descobrir quem é a garota bonita daqui alguns dias, na lista dos aprovados.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Os ponteiros marcavam onze da noite de quarta-feira quando atravessava uma rua escura da cidade.
Morena de olhos claros, muito atraente, chamava atenção por onde passasse.
Naquela noite, voltando para casa, ouviu passos. Com o canto dos olhos espiou atrás de si. Viu um vulto e não apressou o passo.
Respirava ofegante, o olhar longe, como se lembrasse de outras épocas, da infância, das bonecas.
O medo tomou conta dela, as mãos suavam.
Então sentiu alguém encostar em seu ombro. Como não virou para trás, foi cutucada ourta vez. Respirou fundo, parou e virou.
Viu um homem alto, magérrimo e de dentes tortos.
Olharam-se em silêncio alguns segundos. Ele, os olhos dela. Ela, lugar vago, esperando que lhe fizesse algo.
-Tem fogo?
-Não.
-Já passam de onze?
-Talvez. - disse ela boquiaberta.
Ele seguiu viagem e ela ficou parada ainda alguns instantes, decepcionada.
Já a algum tempo não tinha um encontro que a deixasse excitada.
Morena de olhos claros, muito atraente, chamava atenção por onde passasse.
Naquela noite, voltando para casa, ouviu passos. Com o canto dos olhos espiou atrás de si. Viu um vulto e não apressou o passo.
Respirava ofegante, o olhar longe, como se lembrasse de outras épocas, da infância, das bonecas.
O medo tomou conta dela, as mãos suavam.
Então sentiu alguém encostar em seu ombro. Como não virou para trás, foi cutucada ourta vez. Respirou fundo, parou e virou.
Viu um homem alto, magérrimo e de dentes tortos.
Olharam-se em silêncio alguns segundos. Ele, os olhos dela. Ela, lugar vago, esperando que lhe fizesse algo.
-Tem fogo?
-Não.
-Já passam de onze?
-Talvez. - disse ela boquiaberta.
Ele seguiu viagem e ela ficou parada ainda alguns instantes, decepcionada.
Já a algum tempo não tinha um encontro que a deixasse excitada.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Por culpa da esposa
Na internet, buscou uma prostituta que lhe agradasse. Não foi difícil, tinha apenas uma exigência: que não estivesse depilada.
Contratou uma e levou para casa. Nesta noite a esposa, que insistia em depilar-se, foi trancada no quarto de hóspedes e a puta, levada para o quarto do casal.
Junto ao vinho, na taça da meretriz, pôs um sonífero. Assim que fez efeito, despiu-a e virou-a de frente para si, na cama.
Abriu a caixinha que estava no criado-mudo e, cuidadosamente, tirou de lá uma pinça.
Um a um arrancou os pelos da contratada.
Foi a noite mais excitante da sua vida.
Contratou uma e levou para casa. Nesta noite a esposa, que insistia em depilar-se, foi trancada no quarto de hóspedes e a puta, levada para o quarto do casal.
Junto ao vinho, na taça da meretriz, pôs um sonífero. Assim que fez efeito, despiu-a e virou-a de frente para si, na cama.
Abriu a caixinha que estava no criado-mudo e, cuidadosamente, tirou de lá uma pinça.
Um a um arrancou os pelos da contratada.
Foi a noite mais excitante da sua vida.
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