quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Era cedo e tarde. Só que o tempo é tão relativo tão curto tão longo tão seu!
E aquela coisa vinha, só que vinha rápido demais
E me olhava nos olhos e nos lábios
E vinha cada vez mais.
Não ouviu nunca sinos quando nos beijos, mas as lágrimas insistiam em brotar
E aquela coisa, toda aquela coisa
Que era tanto e coisa alguma,
Era raiva
Era tesão
E vinha sorrasteira e deslocava e desolava
Uma coisa que insistia em ser grande a cada vez que eu queria fazê-la menor.
No rosto de criança inocente e no cheiro da respiração junto ao cheiro de cigarro
E no riso sem motivo aquela coisa vinha
E vinha e vinha e vinha
E era um misto de desejos que resultava em uma só coisa...
Porque a coisa era medo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

591

Pedindo licença pra ser eu mesma
Vc me gospe e depois me sorri
E eu morro
Pouco a pouco

domingo, 16 de maio de 2010

Ela deitou virada pro outro lado. Uma noite, duas noites, três semanas.
A abraço por trás, ela nem se move.
Encosto meus pés nos dela, é como se eu não estivesse ali.
Volto a virar para o outro lado. Paredes, paredes, paredes.
Pensei em me masturbar, mas as paredes brancas não me excitam.
Deixo pra lá. Mais uma noite, mais duas, mais três semanas.
Será que pinto as paredes?

sábado, 15 de maio de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não me sinto vivo e não me sinto.
Sou apenas um nome.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

20 de janeiro de 2010

11h30 - Alô? Oi, quer almoçar comigo?
13h - Ainda não conheço teu escritório novo...
- Fica perto daqui, quer conhecer?
13h10 - Bonito aqui, gostei da vista.
- Também gosto.
- Posso usar o banheiro?
- Eu te levo...
*Me puxou pra dentro e quase me sufocou com seus beijos. Tirou a roupa e, olhando pra mim com cara de quem quer mais, levou minhas mãos até seus seios - lindos!
Virei-a de costas, beijei sua nuca, suas costas, sua bunda. Joguei-a na parede, transamos.*
13h20 - Preciso voltar ao trabalho, estou atrasada.
*Abri os olhos. Percebi que estava parada na porta do banheiro. Acho que sonhei.*
- Tudo bem. Vou com você até o elevador.
- Até a noite, te amo.
- Até depois, amor.
*Voltei para minha sala. Eu estava molhada, será que sonhei? Será que foi real? Liguei o computador e continuei meu trabalho. Será que sonhei, será que foi real?
Peguei o celular. 11h30? É, acho que sonhei.*
11h30 - Alô? Oi, quer almoçar comigo?
Tranquei tudo pro lado de fora.
Agora, quero ver atravessar a porta, a porca.